Tratado de Kadesh

Translation Latin Alphabet.svg
Este artigo ou seção está a ser traduzido de «Egyptian–Hittite peace treaty» na Wikipédia em inglês (desde julho de 2012). Ajude e colabore com a tradução.
Tratado de Kadesh
Tratado egípcio-hitita
Versão hitita do Tratado em exposição no Museu Arqueológico de Istambul
Tipo de tratado paz e aliança
Assinado c.1 259 a.C.
Signatários Egito e Império Hitita
Línguas egípcio e hitita
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Batalha de Kadesh

O Tratado Egípcio-Hitita, usualmente designado por Tratado de Kadesh ou Tratado de Qadesh, foi um tratado de paz celebrado entre o faraó egípcio Ramsés II e o rei hitita Hatusil III c.1 259 a.C.,[1][2] que marca o fim oficial das negociações entre as duas grandes potências do Médio Oriente da altura, que se seguiram aos conflitos armados de grandes proporções que culminaram na célebre batalha de Kadesh, travada 16 anos antes. O acordo tinha como objetivo o estabelecimento de relações pacíficas entre as duas partes.

É o acordo diplomático e tratado de paz mais antigo que se conhece no Médio Oriente[3][4][5] e é frequentemente apontado como o mais antigo do mundo, embora isso não corresponda à realidade. Porém, é o tratado mais antigo do mundo que sobreviveu até aos nossos dias.[6] Apesar da designação de Tratado de Kadesh, relacionada com a batalha homónima, ser comum, os historiadores modernos consideram que aquela batalha não foi o catalisador da tentativa de paz, pois as relações entre os hititas e os egípcios continuaram a ser de inimigos durante muitos anos após a batalha.[7]

Os termos do tratado foram escritos numa tabuleta de prata que foi oferecida a Ramsés II por diplomatas hititas, em paredes de templos egípcios em escrita hieroglífica e em tabuletas de barro no Império Hitita (atualmente território da Turquia). Um exemplar completo do tratado, atualmente em exposição no Museu Arqueológico de Istambul, foi descoberto em escavações arqueológicas nos grandes arquivos do palácio real da capital hitita, Hattusa.[8]

A versão egípcia do tratado, traduzida da tabuleta de prata oferecida a Ramsés II, a qual foi perdida, encontra-se gravada nas paredes do templo mortuário de Ramsés II em Tebas, no Egito (atual Luxor). Os escribas que escreveram essa versão egípcia do tratado incluíram descrições de figuras e selos que constavam da tabuleta de prata hitita.[9]

Contexto

O tratado foi assinado para pôr termo a uma longa guerra entre os hititas e os egípcios, que lutaram durante mais de dois séculos pelo domínio dos territórios do Mediterrâneo Oriental. O conflito culminou com a tentativa de invasão egípcia em 1 274 a.C., que foi travada pelos hititas na cidade de Kadesh, nas margens do rio Orontes, a pouca distância da atual cidade síria de Homs. A batalha resultou em pesadas baixas em ambos os lados, apesar de não ter resultado numa derrota ou vitória clara para qualquer dos lados, quer na batalha quer na guerra, pelo que o conflito continuou inconclusivo durante cerca de quinze anos, até que o tratado foi assinado.[10]

Apesar do nome comum de Tratado de Kadesh, ele foi assinado muito depois da batalha e Kadesh nem sequer é mencionada no texto. Pensa-se que terá sido negociado por intermediários, sem que os dois monarcas tivessem chegado a encontrar-se pessoalmente. Ambos os lados tinham interesses comuns na paz — o Egito sofria da ameaça crescente dos "Povos do Mar", ao passo que os hititas estavam preocupados com o aumento do poder da Assíria, a leste.[10] O tratado foi ratificado no 21º ano do reinado de Ramsés II (1 258 a.C.) e continuou em vigor até ao colapso do Império Hitita 80 anos depois.[11]

Antes de Ramsés II

A relações entre os egípcios e os hititas foram oficialmente iniciadas quando os últimos substituíram o reino de Mitanni como potência governante no centro da Síria no século XIV a.C., o que criou tensões com os egípcios que se mantiveram elevadas até à conclusão do tratado quase cem anos depois.[12] Durante a invasão e subsequente derrota de Mitanni, os exércitos hititas penetraram na Síria e começaram a impor o seu domínio sobre os vassalos dos egípcios de Kadesh e Amurru. A perda desses territórios no norte da Síria nunca seria esquecido pelos faraós egípcios e as suas ações posteriores demonstraram que nunca reconheceram essa perda para o Império Hitita.[13]

As tentativas do Egito para reconquistar os territórios perdidos durante o reinado de Akhenaton, comandadas por Seti I, o pai de Ramsés II, apesar de terem sido mal sucedidas, resultaram em ganhos significativos. Já como faraó, Seti I derrotou os hititas numa batalha perto de Kadesh, numa campanha em Kadesh e Amurru. No entanto, esses ganhos foram de curta duração, pois Kadesh foi depois devolvida aos hititas por Seti num tratado acordado pouco tempo depois.[14] Essa breve reconquista de Seti marcaria o início duma guerra entre as duas potências que se arrastaria pelas duas décadas seguintes.[15]

Batalha de Kadesh

Ver artigo principal: Batalha de Kadesh

O que se sabe desta batalha deriva principalmente dos relatos literários egípcios conhecidos como o Boletim ou o Registo e o Poema, além de relevos pictóricos existentes no Ramesseum (o templo funerário de Ramsés II em Tebas).[16] Infelizmente para os historiadores e outros estudiosos da batalha de Kadesh, os detalhes fornecidos por essas fontes são interpretações fortemente parciais dos eventos. Dado que Ramsés II tinha controlo total sobre os projetos de construção, estes eram usados com objetivos propagandísticos pelo faraó, que os usava para se vangloriar sobre a sua alegada vitória em Kadesh.[17]

Apesar das incertezas, sabe-se que Ramsés marchou através da Síria com quatro divisões de tropas, tendo como objetivo acabar como a presença hitita na região e restaurar a «posição proeminente que ela tinha gozado sob Tutmés III».[1] O rei hitita Muwatalli II reuniu um exército com os seus aliados para evitar a invasão do seu território. No sítio de Kadesh, Ramsés distanciou-se insensatamente do resto das suas forças e acampou junto à cidade, confiando em informações de espionagem pouco fiáveis, relativas à posição das forças hititas, fornecidas por um par de prisioneiros capturados.[18] Os exércitos hititas, escondidos atrás da cidade, lançaram um ataque surpresa contra a divisão egípcia Amun, que rapidamente se dispersou. Apesar de Ramsés ter tentado reunir as suas tropas contra a carnificina provocada pelas bigas hititas, só a chegada de reforços de tropas de Amurru permitiu repelir o ataque hitita.[17]

Apesar dos egípcios terem sobrevivido aos terríveis apuros em que se viram envolvidos em Kadesh, a batalha esteve longe de ser a esplêndida vitória apresentada por Ramsés, e o seu resultado foi um impasse no qual ambos os lados sofreram pesadas baixas.[19] Depois de uma tentativa infrutífera de ganhar mais terreno no dia seguinte, Ramsés retirou para sul, para o Baixo Egito vangloriando-se dos seus feitos pessoais durante a batalha de Kadesh. Apesar de tecnicamente ter ganho a batalha, Ramsés acabou por perder a guerra quando Muwatalli e o seu exército reconquistaram Amurru e ampliaram a zona tampão com o Egito em direção a sul.[20]

Campanhas subsequentes de Ramsés II na Síria

Não obstante as derrotas sofridas durante a sua campanha de invasão da Síria no quinto ano do seu reinado, três anos depois Ramsés lançou outra campanha, desta vez com grande sucesso. Em vez de atacar a posição fortemente fortificada de Kadesh ou passar por Amurru, Ramsés tomou a cidade de Dapur com o objetivo de usar a cidade como testa de ponte para futuras campanhas.[21] Depois dessa conquista, o exército egípcio voltou para o Egito e consequentemente os territórios ganhos voltaram ao controlo dos hititas.[22]

No décimo ano do seu reinado, Ramsés lançou outro ataque às possessões hititas na Síria central e, mais uma vez, os territórios conquistados durante essa campanha voltaram rapidamente às mãos dos hititas após a retirada das forças egípcias. Esta campanha levou o faraó a reconhecer a impossibilidade de manter a Síria pelas armas e por isso, entre o 11º e 17º anos do seu reinado não houve mais ações militares de grande envergadura contra os hititas.[22] Este período é notável nas relações entre os hititas e os egípcios porque apesar das hostilidades entre as duas nações e das conquistas na Síria, Kadesh foi o último confronto militar direto oficial entre as duas potências. Alguns historiadores consideram que este período pode por isso ser considerado uma "guerra fria" entre Hatti e o Egito.[7]

Descoberta dos exemplares do tratado

A versão egípcia do tratado de paz foi preservada numa estela no templo de Amon, em Karnak e em cópias existentes nos templos de Luxor e Abidos. Jean-François Champollion copiou uma parte do texto em 1828 e publicou as suas descobertas em 1844. O texto egípcio descreve uma grande batalha contra o "Grande Rei de Khatti", então uma figura desconhecida, cuja identificação posterior com o monarca hitita Muwatalli II foi confirmada por outras provas arqueológicas.[4]

Em 1906-1908, o arquólogo alemão Hugo Winckler escavou o sítio da capital hitita, Hattusa, situada no município atual de Boğazkale (antigamente Boğazköy), na província de Çorum, no centro-norte da Turquia, em conjunto com Theodore Makridi, o segundo diretor do Museu Arqueológico de Istambul. A equipa turco-alemã descobriu as ruínas do arquivos reais onde encontraram 10 000 tabuletas de barro documentando as atividades diplomáticas dos hititas.[23], entre as quais se encontravam três com o texto do tratado escrito em acádio, a lingua franca desse tempo. Winckler percebeu imediatamente a importância da descoberta:[24]

[...] uma tabuleta maravilhosamente bem preservada que imediatamente prometeu ser significante. Um relance sobre ela e todas as realizações da minha vida tornaram-se insignificantes. Aqui estava — aquilo que eu poderia chamar por brincadeira um presente das fadas. Aqui estava: Ramsés escrevendo a Hattusilis acerca do seu tratado conjunto [...] a confirmação de que o famoso tratado que conhecemos da versão gravada nas paredes do templo em Karnak podiam também ser vistas do outro lado. Ramsés é identificado pelos seus títulos reais e genealogia, exatamente como no texto de Karnak do tratado; Hattusilis é descrito da mesma forma — o conteúdo é idêntico, palavra por palavra em partes da versão egípcia [e] escrito em belo cuneiforme e excelente babilónio [...] Como [aconteceu] com a história do povo de Hatti, o nome deste lugar foi completamente esquecido. Mas o povo de Hatti teve evidentemente um papel importante na evolução do mundo ocidental, e embora o nome desta cidade, e do nome do povo tivessem sido totalmente esquecidos durante tanto tempo, a sua redescoberta agora abre possibilidades que ainda não conseguimos imaginar.[24]
 
Hugo Winckler.

Duas das tabuletas estão atualmente em exposição na secção do Oriente dos Museus Arqueológicos de Istambul. A terceira está exposta nos Museus Estatais de Berlim.[8] Uma cópia do tratado está exposta em posição de destaque numa parede da Sede das Nações Unidas em Nova Iorque.

Texto

A primeira tradução da versão do tratado em acádio foi publicada em 1916 por E.F. Weidner.[4] É o único tratado antigo do Próximo Oriente do qual sobreviveram as versões de ambos os signatários, o que permite a sua comparação direta. Foi estruturado de forma a ser um tratado quase inteiramente simétrico, tratando ambos os lados igualmente e requerendo obrigações mútuas. Há algumas diferenças entre as duas versões — por exemplo, a versão hitita adota um preâmbulo algo evasivo, declarando que «no que se refere ao relacionamento entre a terra do Egito e a terra de Hatti, desde a eternidade que o deus não permite a realização de hostilidade entre eles devido a um tratado válido para sempre»; em contraste com a versão egípcia que afirma de forma direta que os dois estados tinham estado em guerra.[10]

O tratado proclama que no futuro ambos os lados ficariam em paz para sempre, comprometendo os filhos e netos de ambas as partes. Não cometeriam atos de agressão entre eles, repatriariam os refugiados políticos e criminosos e apoiar-se-iam mutuamente na supressão de rebeliões. Cada uma das partes acorreria em auxílio da outra em caso de ameaça externa: « E se outro inimigo viesse [contra] a terra de Hatti [...] o grande rei do Egito enviará as suas tropas e as suas bigas e chacinará o seu inimigo e restaurará confiança na terra de Hatti.»[10]

O texto acaba com um juramento solene perante «mil deuses, deuses masculinos e deuses femininos» das terras do Egito e de Hatti, testemunhado pelas «montanhas e rios das terras do Egito, o céu; a terra; o grande mar; os ventos; as nuvens.» Se o tratado fosse violado, aquele que quebrasse juramento seria amaldiçoado pelos deuses que «destruirão a sua casa, a sua terra e os seus servos.» De forma recíproca, aquele que mantivesse os seus votos seria recompensado pelos deuses, que «que o tornarão saudável e o farão viver.»[10]

Conteúdo

O tratado é considerado um dos tratado de paz entre duas grandes potências mais importantes do antigo Próximo Oriente porque o seu texto exato é conhecido.[25] Dividido em secções, ambas as partes fazem promessas de fraternidade e paz uma à outra em termos dos objetivos. Pode ser visto como um compromisso de paz e aliança, pois ambas as potências dão garantias mútuas de que nenhuma delas invadirá os territórios da outra. Esta provisão assegura que ambas as partes atuarão em harmonia em relação às possessões disputadas na Síria e estabelece de modo efetivo os limites para as pretensões conflituantes.[9]

Uma segunda cláusula promove a aliança ao prever garantias de ajuda, muito provavelmente apoio militar, no caso de alguma das partes ser atacada por uma terceira potência ou por forças internas rebeldes ou insurgentes.[26] Os outros pontos coincidem com os objetivos de Hattusilis, que passavam pela ênfase posta pelo monarca hitita em solidificar a legitimidade do seu governo: cada um dos países comprometia-se a extraditar de volta para o país de origem todos os fugitivos políticos. Na versão hitita do tratado, Ramsés II concorda em apoiar a manutenção no trono hitita dos sucessores de Hattusilis, contra quaisquer dissidentes.[26][27] No final da parte sobre a extradição de emigrantes para a sua terra de origem, os dois governantes evocam os respetivos deuses de Hatti e do Egito para que sejam testemunhas do seu acordo. A inclusão de deuses é uma característica comum em peças mais importantes de direito internacional, pois só um apelo direto aos deuses poderia garantir os meios adequados para assegurar o cumprimento do tratado. Os deuses não se limitavam a ser meras testemunhas, pois a sua capacidade para garantir a observância do tratado era reforçada pela sua capacidade notável para lançar maldições sobre quem violasse o tratado ou para bendizer os cumpridores.[28]

Análise e teorias acerca do tratado

Tanto os egiptólogos do passado como os do presente têm debatido qual será a designação do tratado. Alguns interpretaram-o como um tratado de paz, enquanto outros encaram-o como como um tratado de aliança entre dois estados hostis.

James Henry Breasted, em 1906, foi uma das primeiras pessoas a compilar documentos históricos do Antigo Egito numa antologia e entendeu que o tratado como sendo «não apenas um tratado de aliança, mas também um tratado de paz, e a guerra [as campanhas sírias de Ramsés] continuou evidentemente até que as negociações para o tratado começaram.» Para Breasted os períodos intermédios de conflito foram resolvidos diretamente pela assinatura do tratado e consequentemente este era simultaneamente de aliança e de paz.[29]

Entretanto, egiptologistas mais recentes e outros académicos começaram a questionar se o tratado seria mesmo de paz, um debate que foi iniciado cerca de 20 anos depois de Breasted ter publicado as suas conclusões. Alan Gardiner e S. Langdon examinaram as interpretações anteriores e concluíram que os seus predecessores tinha interpretado mal a linha "pedir paz" no texto. Este lapso na linguagem levou os egiptólogos a verem o tratado como o fim de uma guerra e não como algo motivado pela procura de benefícios mútuos que uma aliança entre o Egito e Hatti traria a ambos os estados.[30] Trevor Bryce vai mais longe e argumenta que na Idade do Bronze os tratados eram estabelecidos «por razões de conveniência e interesse próprio [..] a preocupação era muito mais o estabelecimento de alianças estratégicas do que a paz em si mesma.»[31]

Notas e referências

  1. a b Bryce 1999, p. 256.
  2. Klengel 2002, p. 52.
  3. Barker 2000, p. 2.
  4. a b c Zeitschrift für Assyriologie und... 1999, p. 149
  5. Dollinger, André. «The peace treaty between Ramses II and Hattusili III». www.reshafim.org.il (em inglês). An introduction to the history and culture of Pharaonic Egypt. Consultado em 7 de julho de 2012. Cópia arquivada em 8 de junho de 2011 
  6. Fitzgerald 2008, p. 64.
  7. a b Klengel 2002, p. 51.
  8. a b «Treaty of Kadesh». www.istanbularkeoloji.gov.tr (em inglês). Museus Arqueológicos de Istambul. Consultado em 7 de julho de 2012. Cópia arquivada em 7 de julho de 2012 
  9. a b Breasted 1906, p. 173.
  10. a b c d e Bederman 2001, p. 147-150.
  11. Burney 2004, p. 233.
  12. Murnane, p. 2-3
  13. Murnane, p. 24
  14. Kitchen 1982, p. 51.
  15. Murnane, p. 105
  16. Cline
  17. a b Murnane
  18. Kitchen 1982, p. 54.
  19. Murnane, p. 426
  20. Kitchen 1982, p. 63.
  21. Kitchen 1982, p. 68.
  22. a b Kitchen 1982, p. 70.
  23. Burney 2004, p. 46-47.
  24. a b Winckler, Hugo, citado em Wood 1998, p. 174
  25. Klengel 2002, p. 49.
  26. a b Bryce 1999, p. 307.
  27. Bryce 2006, p. 9.
  28. Magnetti 1978, p. 815.
  29. Breasted 1906, p. 166.
  30. Gardiner 1920, p. 186.
  31. Bryce 2006, p. 1.

Bibliografia

  • Barker, Craig J (2000). International Law and International Relations (em inglês). [S.l.]: Continuum International Publishing Group. ISBN 0-8264-5028-8 
  • Bederman, David J (2001). International law in antiquity (em inglês). [S.l.]: Cambridge University Press. ISBN 978-0-521-79197-7 
  • Breasted, James Henry (1906). Ancient Records of Egypt: Historical Documents from the Earliest Times to the Persian Conquest (em inglês). III - The Nineteenth Dynasty. Chicago: University of Chicago Press 
  • Bryce, Trevor R (1999). The Kingdom of the Hittites (em inglês). [S.l.]: Oxford University Press 
  • Fitzgerald, Stephanie (2008). Ramses II: Egyptian Pharaoh, Warrior, and Builder (em inglês). [S.l.]: Compass Point Books. ISBN 978-0-7565-3836-1 
  • Gardiner, Alan H; Langdon, S (julho de 1920). «The Treaty of Alliance between Hattušili, King of the Hittites, and the Pharaoh Ramesses II of Egypt». Journal of Egyptian Archaeology (em inglês) (6:3). 186 páginas 
  • Kitchen, K (1982). Pharaoh Triumphant: The Life and Times of Ramesses II, King of Egypt (em inglês). Warminster: Aris & Phillips 
  • Klengel, Horst (setembro de 2002). «From War to Eternal Peace: Ramesses II and Khattushili III». Canadian Society for Mesopotamian Studies (em inglês) (37). 52 páginas 
  • Magnetti, Donald L. (outubro de 1978). «The Function of the Oath in the Ancient Near Eastern International Treaty». The American Journal of International Law (em inglês). 815 páginas 
  • Murnane, William J. «The Road to Kadesh: A Historical Interpretation of the Battle Reliefs of King Sety I at Karnak». Oriental Institute of the University of Chicago. Studies in Ancient Oriental Civilization (em inglês) (42): 2-3 
  • Murnane, William J. «The Road to Kadesh». In: Redford, Donald B. The Oxford Encyclopedia of Ancient Egypt (em inglês). Oxford University Press 
  • Murnane, William J. «Battle of Kadesh». In: Redford, Donald B. The Oxford Encyclopedia of Ancient Egypt (em inglês). Oxford University Press 
  • Rowton, M. B. (1959). «The Background of the Treaty between Ramesses II and Hattušiliš III». Journal of Cuneiform Studies (em inglês) (13:1). 11 páginas 
  • Zeitschrift für Assyriologie und vorderasiatische Archäologie (em alemão). [S.l.]: Walter de Gruyter & Co. 1999