Plasencia

Disambig grey.svg Nota: Para a cidade italiana parónima, veja Placência.
Espanha Plasencia 
  Município  
Vista de Plasencia desde sul
Vista de Plasencia desde sul
Símbolos
Bandeira de Plasencia
Bandeira
Brasão de armas de Plasencia
Brasão de armas
Gentílico Placentino/a[1]
Localização
Plasencia está localizado em: Espanha
Plasencia
Localização de Plasencia na Espanha
Plasencia está localizado em: Estremadura (Espanha)
Plasencia
Localização de Plasencia na Estremadura
Coordenadas 40° 01' 39" N 6° 5' 27" O
Comunidade autónoma Estremadura
Província Cáceres
História
Fundação 12 de junho de 1186 (833 anos)
Alcaide Elia María Blanco Barbero (2009, PSOE)
Características geográficas
Área total 218 km²
População total (2016) [2] 40 663 hab.
Densidade 186,5 hab./km²
Altitude 350 m
Código postal 10600
Outras informações
Orago São Fulgêncio
Virgen del Puerto
www.aytoplasencia.es
Convento de São Domingos (século XV), atualmente ocupado pelo Parador Nacional de Plasencia.

Plasencia é um município e cidade da Espanha, na província de Cáceres, comunidade autónoma da Estremadura, com 218 km² de área. Em 2016 tinha 40 663 habitantes (densidade: 186,5 hab./km²).[2] É a capital da diocese com o mesmo nome e de várias comarcas do norte estremenho, o segundo núcleo urbano mais povoado da província de Cáceres e o quarto da Estremadura. Na cidade estão sediados diversos serviços do estado espanhol e do governo autonómico (Junta da Estremadura), que servem todo o norte da Estremadura.[nt 1]

A cidade situa-se na entrada do sopé do vale do Jerte, um dos principais pontos de passagem da fronteira natural montanhosa entre o sul e o norte do centro da Península Ibérica. A situação atual de fronteira entre as comunidades autónomas da Estremadura e de Castela e Leão traduz uma realidade histórica muito antiga. A área, percorrida por uma das rotas comerciais históricas mais importantes e antigas da Península Ibérica, frequentemente designada por Via da Prata, que ligava o que é hoje Cádis ao que é atualmente Astorga, é habitada desde a Pré-história, e à data da fundação oficial da cidade, no século XII, tinha uma importância estratégica acrescida por ser uma zona de fronteira disputada entre cristãos e muçulmanos, e pelos reinos cristãos rivais de Castela, Leão e Portugal.

Cidade importante e próspera desde que foi fundada no século XII, teve o seu apogeu entre os séculos XV e XVII, tendo tido um papel fulcral durante a Guerra de Sucessão de Castela, na segunda metade do século XV. A partir do século XVII assistiu a um declínio gradual e acentuado, para o que muito contribuíram a Guerra da Restauração de Portugal, na segunda metade do século XVII, a Guerra da Sucessão Espanhola, no início do século XVIII, e a Guerra Peninsular, no início do século XIX. A situação estratégica da cidade implicou que ela fosse palco de combates e de base de tropas, que, pelas suas necessidades logísticas, arruinaram a economia local já debilitada. Embora não tendo sido palco de combates durante a Guerra Civil Espanhola, esta afetou negativamente a economia local, a qual também não beneficiou dos financiamentos à reconstrução do pós-guerra por não ter havido estragos físicos provocados pela guerra. A inversão do declínio só chegaria nos anos 1960, com o desenvolvimento industrial e diversas obras públicas, nomeadamente grandes projetos de irrigação e de aproveitamentos hidroelétricos.

Plasencia conta com um rico património histórico, concentrado principalmente no centro histórico bem preservado, onde ainda se respira uma atmosfera muito medieval. Não obstante, a cidade é omitida em muitos dos roteiros turísticos mais populares de Espanha, algo que em grande parte se deve à extraordinária riqueza patrimonial da maior parte das cidades espanholas e à proximidade relativa de outras cidades mais conhecidas, como Salamanca, Ávila e Cáceres Apesar disso, o turismo é uma atividade com alguma importância e a cidade é muito visitada tanto pelo seu património edificado, como pelas belezas naturais da área onde se insere, com destaque para o vale do Jerte as suas famosas cerejeiras, que produzem uma parte considerável das cerejas produzidas em Espanha. Os períodos mais concorridos são, além do verão, a Semana Santa e as festas das cerejeiras em flor no vale do Jerte, que ocorrem geralmente em abril, e que por vezes coincidem com a Semana Santa.

Toponímia, gentílico e símbolos

Toponímia

O nome da cidade provém do lema que lhe foi dado pelo seu fundador, Afonso VIII de Castela e que consta do brasão - "Ut placeat Deo et hominibus" - "Para que agrade (em castelhano: plazca) a Deus e aos homens".[3]

Gentílico

O gentílico culto, e o mais empregado atualmente é placentino/a. Antigamente era comum, sobretudo nas áreas em volta da cidade, o termo plasencianos, o qual caiu em desuso.[1]

Bandeira

A bandeira é retangular, partida ao meio e apresenta as cores sinopla (verde-esmalte) em baixo e púrpura em cima. No centro encontra-se o brasão da cidade.[4]

Brasão

Ut placeat deo et hominibus - "Para que agrade a Deus e aos homens" em latim - é a divisa que orla o brasão de Plasencia, em cujo centro sobressai um castelo ameado, tendo à direita um castanheiro e à esquerda um pinheiro, ambos com as raízes a descoberto.[5]

História

Vista da catedral.
Ver artigo principal: História de Plasencia

A região de Plasencia foi habitada desde a Pré-história, facto comprovado por descobertas arqueológicas, nomeadamente na Gruta de Boquique.[6] Nas imediações da cidade há vestígios de um castro e durante o império romano existiu na zona um acampamento militar das legiões romanas, ligado à estrada romana denominada Via da Prata, rota que se pensa existir desde os tempos de Tartessos (séculos X a VI a.C.).[7]

A área foi conquistada em 1186 por Afonso VIII de Castela, que fundou a cidade atual no mesmo ano e a dotou da muralha que ainda hoje é um dos ex-libris da cidade, sendo considerada um dos conjuntos defensivos medievais mais bem preservados da Europa.[8][9]

A cidade prosperou durante toda a Idade Média e atingiu o seu apogeu nos séculos XV e XVI,[9][10] período em que foi palco de alguns episódios importantes da história peninsular, nomeadamente durante a Guerra de Sucessão de Castela (1475-1479), período em que assistiu ao casamento do rei Afonso V de Portugal com a sua sobrinha Joana de Trastâmara, a Beltraneja, pretendente ao trono de Castela, que viria a perder para a sua meia-irmã Isabel, a Católica.[11][12]

A partir do século XVII a cidade entrou em declínio, uma situação que só seria invertida na década de 1960, tendo sofrido muito com as várias guerras peninsulares - da Restauração portuguesa (1640-1668), Sucessão Espanhola (1702- 1714) e Peninsular (invasões francesas, conhecida em Espanha como Guerra da Independência, 1808-1814).[13]Predefinição:Anexo:Geografia de Plasencia

Política

Ver artigo principal: Política e economia de Plasencia

A administração política do município é feita pelo Ayuntamiento, um órgão de gestão democrática cujos elementos são eleitos de quatro em quatro anos por sufrágio universal. Teem direito a voto todos os residentes do município maiores de 18 anos de nacionalidade espanhola ou de um país membro da União Europeia. Segundo o disposto na "Lei do Regime Eleitoral Geral", que estabelece o número de vereadores elegíveis em função da população do município, a Corporação Municipal de Plasencia é formada por 21 vereadores.[14]

Cidades gémeas

Flag of Spain.svg Espanha, Cuenca[15][16]    Chile, Santiago[17]
Flag of Spain.svg Espanha, Escalona, desde 1248[18]  Itália, Placência[16]
Flag of Spain.svg Espanha, San Miguel de Abona[16] Portugal Portugal, Castelo Branco[16]
Flag of Spain.svg Espanha, Talavera de la Reina, desde 27 de novembro de 1248[19]

Redes de cidades

Plasencia faz parte das seguintes redes de cidades:

  • Cidades na Rota da Prata (Red de Cooperación de Ciudades en la Ruta de la Plata) - Associação de cidades espanholas localizadas na Rota da Prata (também chamada Via da Prata) ou na sua área de influência, que tem como objetivo defender e promover conjuntamente os seus recursos, tanto turísticos como históricos, culturais e económicos.[20]
  • Red de Ciudades Catedralicias - Associação destinada a promover e manter o legado cultural, histórico, arquitetónico e ambiental de cidades que possuem catedral.[21]
  • Fórum Ibérico de Cidades Muralhadas - Associação com sede em Plasencia da qual fazem parte 43 localidades espanholas e 73 localidades portuguesas. Tem como objetivos desenvolver atividades e ações em prol da recuperação, conservação e sensibilização dos cidadãos para o património amuralhado que chegou até à atualidade.[22]
  • Rede de Judiarias de Espanha - Visa a defesa do património urbanístico, arquitetónico, histórico, artístico e cultural do legado sefardita em Espanha, assim como a promoção das cidades que integram a rede e a promoção de exposições itinerantes sobre o legado judaico em Espanha.[23]

Economia

Ver artigo principal: Política e economia de Plasencia
Sede da Caja de Extremadura em Plasencia.
Área Industrial de Plasencia.

A economia da cidade baseia-se principalmente no comércio e outros serviços, que representam 63% da atividade económica. A atividade de construção e outras indústrias também são importantes, contando a cidade com três parques industrias, estando um quarto em construção. Sendo a cidade o principal polo sócio-económico da região norte da Estremadura, grande parte da sua economia está orientada para a prestação de serviços a toda essa região.[25]

A Caja de Extremadura, a maior instituição financeira da Estremadura, tem uma das suas duas sedes em Plasencia, devido à desaparecida Caja de Ahorros de Plasencia ter sido uma das duas entidades bancárias que se fundiram para formar a Caja de Extremadura.[26]

Emprego

O desemprego entre 1998 e 2008 esteve sempre em redor dos 6%, mas em 2009 estava a aumentar significativamente, em consequência da crise económica iniciada em 2008, que na cidade afeta principalmente o setor da construção, o qual foi importante no desenvolvimento económico das últimas décadas.[25][27]

Agricultura

Sendo o centro económico duma região onde as atividades predominantes são a agricultura e pecuária, nas áreas industriais existe uma grande variedade de empresas agropecuárias, desde viveiros até à comercialização de todo o tipo de maquinaria agrícola e pecuária.[25]

Em Plasencia encontra-se a sede do Centro de Investigação e Desenvolvimento em Agricultura Ecológica, cujas atividade principais incidem sobre a sanidade vegetal e a proteção das culturas produzidas de forma ecológica.[28]

Indústria

Distribuição das empresas industriais de
Plasencia por setores [25]
Setor industrial Empresas
Energia e água 6
Extração mineira e químicas 21
Metalurgia 53
Manufatura 105
Total 185
Fachada principal do Hotel Alfonso VIII.

O setor secundário ou industrial é aquele que gera mais emprego estável na cidade, contando esta com três parques industriais e um quarto em construção. Há uma grande variedade de empresas dedicadas a diferentes atividades, todas de pequena ou média dimensão.[25]

Em zonas muito próximas produzem-se produtos com denominação de origem controlada ou protegida - ternera (novilho) da Estremadura,[29] pimentão de La Vera,[30] presunto dehesa[e] da Estremadura e cereja do Jerte - alguns dos quais são transformados ou embalados nas zonas industriais de Plasencia.[31]

Turismo

O importante património histórico-artístico e monumental de Plasencia e a sua localização numa paisagem natural de grande beleza é muito valorizado pelos visitantes da cidade, embora os números de visitantes estejam longe de outras cidades estremenhas como Mérida, Trujillo ou Cáceres. O turismo é mais intenso na primavera e outono, com um pico na Semana Santa, uma época do ano festiva muito comemorada em Espanha, durante a qual muitos espanhóis fazem férias e que é comum coincidir com as festas das cerejeiras em flor, declarada festa de interesse turístico regional pela Junta da Estremadura. Outro pico de visitantes ocorre na primeira semana de Agosto, por ocasião da feira do Martes Mayor.[32]

A infraestrutura hoteleira inclui hotéis de todas as categorias, desde pousadas da juventude e pensões até hotéis de quatro estrelas, destacando-se entre estes o Parador Nacional, no convento do século XV de São Domingos, e o Hotel Alfonso VIII, ambos no centro histórico da cidade. A poucos km de Plasencia encontram-se diversas estâncias termais, nomeadamente no Vale do Jerte, em Baños de Montemayor e, um pouco mais longe, em Monfortinho, Portugal.[33]

Estrutura urbana

Estação ferroviária de Plasencia.

Educação

A partir o século XV foram vários os centros de ensino que se criaram na cidade, tendo sido esta a primeira cidade da Estremadura com estudos de nível universitário, vinculados à Universidade de Salamanca. Como prova disso, chegaram aos nosso dias alguns edifícios que albergaram os referidos estudos.[34]

Infraestrutura atual de ensino

Em 2007 existiam em Plasencia 18 centros de ensino educação infantil e primário, cinco escolas secundárias em funcionamento mais uma em construção, um centro de ensino especial, um centro de professores e recursos, um conservatório (Escuela Hogar Placentina) e uma escola municipal de música. A cidade conta ainda com uma delegação da Universidade Popular, uma "Escola Oficial de Idiomas" e com os seguintes estabelecimentos:[41]

Saúde

Infraestrutura sanitária histórica

Existem na cidade vestígios de alguns hospitais cujos edifícios têm hoje outros usos, mas que noutros tempos foram importantes no desenvolvimento da atividade sanitária:[44]

  • Hospital do Espírito Santo, criado em 1260 para tratar dos soldados feridos nos combates com os mouros, deixou de funcionar em 1412.
  • Hospital de Doña Gracia, atualmente é o hospital provincial[45]
  • Hospital de São Marcos ou "dos pobres", fundado em 1343, foi encerrado no século XIX.
  • Hospital da Cruz ou de São Roque, fundado em 1550, começou por receber frades franciscanos. Durante a Guerra da Independência Espanhola, no início do século XVIII, serviu de quartel ao regimento da cidade após a destruição do respetivo quartel pelas tropas napoleónicas. Foi destruído em 1837 por revluionários, apenas restando uma parte do que foi a igreja.
  • Hospital de la Merced ou das Chagas, nas imediações da Porta de Talavera, do qual só resta a ábside.
  • Hospital de Doña Catalina Jiménez del Barco, fundado e construído no final do século XV.
  • Hospital de Santa Maria ou de Doña Engracia de Monroy, cuja antiga igreja está hoje transformada num auditório do conservatório de música e dança da Deputação Províncial de Cáceres.
  • Hospital da Convalescença, criado em 1720 para recolher os doentes que saíam do Hospital de Santa Maria, no seu edifício funciona atualmente um "Lar de Nazaré, um lar de idosos de fracos recursos económicos sob a direção da Caritas.
  • Hospital do Arcediago, fundado em 1400 por testamento D. Miguel de Yanguas, arcediago de Plasencia e Béjar.
  • Hospital de São Lázaro, funcionava junto à ermida do mesmo nome, pelo que se supõe que date do século XIII. Funcionou até ao século XVI.
Hospital Virgen del Puerto.
  • Hospital de Doña Isabel de Zuñiga, fundado no século XVI.

Infraestrutura sanitária atual

Os recursos sanitários disponíveis em Plasencia são:[46]

Acessibilidades e transportes

Dada a situação geográfica da cidade, a meio caminho entre as duas capitais ibéricas, Madrid e Lisboa, e praticamente a meio da mais importante via de comunicação do oeste espanhol, a Via da Prata, Plasencia é um importante nó de comunicações e são várias as autoestradas e estradas que unem a cidade ao resto da Espanha e da Europa, algumas com origem na cidade. As que registam mais tráfego são a Autovía Ruta de la Plata (A-66) e a estrada entre Plasencia e Malpartida de Plasencia. A antiga estrada N-630 já foi na prática substituída na sua totalidade pela nova Autovía Ruta de la Plata, cujo traçado é paralelo à estrada antiga.[48]

Principais estradas
Identificador Denominação Itinerário
 A-66  Autovía (autoestrada) da Ruta de la Plata, de Sevilha a Gijón Norte e sul da província de Cáceres (Vale do Ambroz) e da Península Ibérica
 EX-A1  Autoestrada regional do Norte da Estremadura Leste da Península (Navalmoral de la Mata, Madrid, etc.), com o oeste da província e Portugal
 N-630  Estrada nacional N-630 de Sevilha a Gijón Norte e sul da península, paralela à Autovía A-66, pelo que é pouco usada
 N-110  Estrada nacional N-110, de Plasencia a Sória Vale do Jerte e Ávila.
 EX-203  Estrada regional (autonómica) Comarca de La Vera, até ao limite da província de Ávila
 EX-208  Estrada regional da Estremadura Parque Nacional de Monfragüe e Trujillo
 EX-108  Estrada regional da Estremadura Oeste da província até Monfortinho (Portugal), por Cória
 EX-370  Estrada regional da Estremadura Oeste da província até Pozuelo de Zarzón
 EX-304  Estrada regional da Estremadura Circunvalação sul de Plasencia
 CC-36  Estrada da Diputação provincial de Cáceres Malpartida de Plasencia
Distâncias a outras localidades

O quadro seguinte mostra as distâncias entre Plasencia e as localidades mais importantes da comarca, província de Cáceres e algumas das capitais de província de Espanha.[49]

Cidades Distância
(km)
Localidades Distância
(km)
Capitais Distância
(km)
Navalmoral de la Mata 58 km Navaconcejo 30 km Cáceres 86 km
Jarandilla de la Vera 50 km Tornavacas 45 km Salamanca 130 km
Hervás 42 km Piornal 35 km Sevilha 338 km
Trujillo 118 km Baños de Montemayor 48 km Madrid 249 km
Cória 48 km Casar de Palomero 63 km Barcelona 868 km
Valência de Alcântara 167 km Montehermoso 27 km Badajoz 208 km
Mérida 151 km Malpartida de Plasencia 10 km Lisboa 392 km

Urbanismo e locais de interesse para o visitante

Planta de Plasencia no século XVI.

Urbanismo

O núcleo urbano permaneceu durante mais de oito séculos encerrado no recinto muralhado onde o contacto com o exterior se realizava através das diversas portas e postigos que a muralha tinha. No início do século XIX, o crescimento urbanístico da cidade fez-se para noroeste, seguindo o vale do rio Jerte. A principal consequência deste esquema de desenvolvimento urbanístico está patente nos graves problemas actuais de mobilidade urbana, derivados duma morfologia estreita e excessivamente alongada, a modos de cidade linear imperfeita. Esta concepção urbanística foi adoptada seguindo os critérios higienistas que imperavam na altura e pretendia distanciar as novas áreas urbanas da insalubridade do rio, construindo nos terrenos "saudáveis", soalheiros e bem arejados existentes a norte do recinto muralhado.[50]

A chegada do caminho de ferro e o desenvolvimento económico do final do século XIX provocou o aparecimento de novos espaços de uso quase exclusivamente industrial e muito pouco uso residencial a sul da margem do rio oposta à cidade. Ao longo do século XX o modelo do séculoanterior foi sendo ampliado e reforçado, construindo-se mais zonas residenciais a norte e novas zonas industriais a sul, continuando a cidade a crescer dissociando os usos residencial e laboral.[50]

Porta de Trujillo.

A cidade tem uma rede viária urbana muito deficitária e pouco hierarquizada, faltando a fluidez de uma cidade moderna, já que a maior parte da população vive a norte da cidade e as principais vias de comunicação se encontra a sul. No final do século XX surgem as primeiras propostas de medidas corretoras. O Plano Geral de Ordenação Urbana (PGOU)[m] incidiu especialmente neste aspecto, mas sem grande sucesso assinalável, já que também continuou a fomentar a urbanização de terrenos em Valcorchero, a norte.[50]

No século XXI, o novo PGOU estabelece o incremento da densidade de edificação nas zonas não desenvolvidas do atual planeamento, edificando em zonas verdes, e que Plasencia vai continuar a alargar a sua paisagem urbana a sul, onde o novo plano prevê a criação de mais zonas industriais e logísticas. As urbanizações entre as montanhas e o Vale do Jerte foram e ainda são um enclave de difícil acessibilidade. A localização preferente dos principais equipamentos públicos na zonas norte da trama urbana aumenta os problemas de acessibilidade e mobilidade.[50]

Em consequência de tudo isso, as modernas infraestruturas de transporte são bastante distantes da cidade. As entradas da autoestrada A-66 ficam a sudoeste e a sul. A futura estação do AVE (Alta Velocidad Española, comboios de alta velocidade) vai também ficar distante da cidade, já que é tecnicamente impossível aproximar-se dela devido às barreiras topográficas.[50]

Parques e jardins

Parque Los Pinos (os pinheiros).
Parque San Antón (Santo Antão).
  • Parque da Ilha - Situado na ilha do rio Jerte na passagem pela cidade. O rio abre-se em dois braços, um deles conhecido como Rio Chico (rio pequeno), o qual foi transformado numa piscina natural. É o maior parque da cidade, com aproximadamente 10 ha. O rei Filipe V de Espanha gostava especialmente desta ilha e nela caçou durante a sua estadia em Plasencia no século XVIII.[51]
  • Parque da Coroação - Construído por Calixto Payáns y Vargas, marquês da Constancia e senhor de Barrado, está situado em frente ao que é hoje o campus da Universidade da Estremadura. No passado foi recinto de feira e era o local onde se realizavam as os desfiles militares e cerimónias de juramento de bandeira. Atualmente (2010) tem campos de futebol, zonas de passeio e parques infantis. No seu interior encontra-se também uma escola.[52][53]
  • Parque Los Pinos - Foi construído por presos republicanos que foram encarcerados em Plasencia após a conclusão da Guerra Civil Espanhola.[54] Tem uma área de 54 000 m² e alberga no seu interior numerosas espécies botânicas e de aves, um museu de escultura ao ar livre e um centro de interpretação da natureza denominado Aula de Naturaleza del Parque Ornitológico Los Pinos.[55][56][57]
  • Parque dos Caídos - Foi construído com os restos da demolição do alcázar (alcáçova), em memória dos mortos da Guerra Civil Espanhola, ocupando parte da superfície ocupada pela fortaleza. É conhecido na cidade como Parque de la Rana (parque da ).[52]
  • Parque de San Antón - Junto ao aqueduto, liga os três parques anteriores. O seu nome vem de uma antiga ermida que existiu no local até ao início do século XX, dedicada a Santo Antão, da qual só resta um cruzeiro que foi transladado para o parque dos Caídos.[52]
  • Parque del Cachón[n] - Situado nas margens do rio Jerte, muito perto da zona monumental. É o parque mais recente da cidade.[52]

Monumentos históricos

Centro histórico de Plasencia. As áreas mais escuras correspondem à muralha e aos principais monumentos históricos.

O extenso património arquitetónico da cidade encontra-se principalmente na parte antiga, em volta da Plaza Mayor.[12][58][59][60]

Monumentos religiosos

Igrejas

O estatuto de sede episcopal foi concedido a Plasencia pelo papa Clemente III em 1189 e determinou em grande medida a história e paisagem da cidade. A catedral avista-se antes de entrar na cidade e preside ao centro histórico. O processo construtivo desenvolvido ao longo dos séculos permitiu combinar num só edifício duas catedrais perfeitamente diferenciadas que a convertem na igreja mais ricamente ornamentada da Estremadura.[61]

As ordens militares de Santiago e de Alcântara, com grande importância política na região, promoveram a construção de numerosas igrejas na cidade, na sua maioria em estilo românico e o gótico, edificadas a partir do século XIII, algumas delas sobre construções muçulmanas. Entre as inúmeras igrejas importantes de Plasencia, cabe destacar as seguintes:

  • Catedral Velha - Também chamada de Igreja de Santa Maria, foi construída entre os séculos XIII e XIV. É um exemplo de transição entre o Românico e o Gótico.[62].
  • Catedral Nova - Começou a ser construída em 1498, tendo-se para isso demolido uma parte da catedral velha. A obra prolongou-se pelo século XVI, mas nunca seria concluída. A parte construída é de estilo renascentista. Participaram na sua construção de forma mais ou menos direta os principais arquitetos espanhóis do século XVI. No seu interior destaca-se o retábulo principal, considerado uma das obras mais notáveis do Barroco espanhol.[61][63]
  • Igreja de São Nicolau (San Nicolás) - Foi originalmente construída no século XIII em estilo românico tardio, mas o seu aspecto é gótico devido aos restauros do século XV, embora as portas e as janelas superiores de uma das torres ainda sejam românicas.[62][63]
Fachada principal da Catedral Nova.
  • Igreja de São Pedro - Construída no século XII, é provavelmente a mais antiga da cidade e que menos modificações sofreu. Tem um belo pórtico românico e uma interessante "janela cega" em estilo mudéjar toledano.[62][63]
  • Igreja de São Martinho (San Martín) - Construída no século XII, destaca-se um retábulo dourado e policromado com pinturas de Luis de Morales datadas de 1570. Atualmente não é usada para culto e é propriedade da Caja de Extremadura, que a usa como sala de exposições.
  • Igreja do Salvador - Originalmente românica com adições góticas, foi reconstruída no século XVIII.[64]
  • Igreja de São Domingos (Santo Domingo) ou Igreja de São Vicente Ferrer (nome atual) - Está anexa ao convento de Santo Domingo. Começou a ser construída em 1473. O retábulo principal de estilo maneirista e data do século XVI. Já não é usada para culto e é propriedade da Caja de Extremadura, que a usa para guardar a sua coleção de pintura. Aí funciona igualmente o Museu dos Andores da Semana Santa. Na Semana Santa serve como local de guarda e exposição dos andores das procissões.[65][66]
  • Igreja de Santo Estêvão (San Esteban) - Construção do século XV, a abside é de estilo gótico e o retábulo principal de estilo plateresco de transição para o Barroco.[63]
  • Igreja de Santa Ana - Construção do século XVI, a fachada é de estilo renascentista e o teto é em caixotão. Atualmente é um auditório.[63][64]
  • Igreja de Santo Ildefonso - De estilo gótico, data do século XVI. No interior destaca-se um retábulo barroco e o túmulo de Cristóbal Villalba.[64]
  • Santuário da Virgen del Puerto - situa-se a 5 km do centro da cidade, na dehesa[e] de Valcorchero, na estrada romana da Via da Prata. A sua construção foi iniciada no século XV, mas o edifício atual data do século XVIII.[63][67]
  • Ermida de São Lázaro - Nos arredores da cidade, a cobertura atual é do século XVIII. No seu interior venera-se a popular imagem do Cristo de São Lázaro. De destacar um retábulo dedicado a São Cipriano e São Crispim.[63]

Conventos e outros edifícios religiosos

No passado existiram numerosos conventos em Plasencia. Na atualidade (2009), muitos deles estão desativados. Pelo seu valor patrimonial, podem-se destacar os seguintes:

Santuário da Virgen del Puerto.
  • Convento de São Domingos (Santo Domingo) ou de São Vicente Ferrer - Antigo convento dominicano fundado em meados do século XV. São de destacar o claustro de estilo isabelino. Atualmente é um hotel (Parador Nacional de Plasencia).[66][68]
  • Convento das Carmelitas Descalças - Fundado no século XVII por Santa Teresa de Ávila, tem um pórtico barroco classicista. Encontra-se em reabilitação (out-2009) para albergar a pinacoteca da Caja de Extremadura. As religiosas abandonaram o edifício em 1993, para ocuparem um novo convento situado nos arredores da cidade, na Serra de Santa Bárbara. O novo convento foi desenhado pelo arquiteto José María Pérez González. Na sua igreja podem apreciar-se os diferentes retábulos barrocos provenientes do antigo convento.[69][70]
  • Convento de Santa Clara - Construído em finais do século XV apara acolher freiras clarissas, foi recentemente restaurado, alojando atualmente o Complexo Cultural de Las Claras.[71]
  • Paço episcopal - É uma construção de estilo renascentista do século XVIII, realizada sobre obra primitiva do século XV.[72][73]

Monumentos militares

Quartel militar reconvertido no campus universitário de Plasencia.
  • Muralhas de Plasencia - Construídas no final do século XII, logo após a fundação da cidade.[74][75]
  • Torre Lucía - É uma das torres defensivas principais da muralha que se encontra em melhor estado de conservação. Atualmente (2009), está instalado na torre o Centro de la Fortaleza y Ciudad Medieval, que tem exposta informação sobre a fortaleza desaparecida e a sua história.[75][76]
  • Quartel - É um edifício de tijolo vermelho de estilo modernista construído entre 1899 e 1904. Desde 1990 que é o campus universitário de Plasencia.[77]

Monumentos civis

Palácios e casas senhoriais

Durante a Baixa Idade Média (séculos XI a XV) e Renascimento (séculos XV a XVII), viveram em Plasencia as famílias nobres mais importantes da Estremadura, que deixaram como legado do passado numerosos palácios e casas senhoriais, entre as quais se destacam o Palácio do marquês de Mirabel, o Palácio dos Monroy, a Casa del Deán e a Casa das Argolas.[78]

Palácio do marquês de Mirabel.

O Palácio do marquês de Mirabel foi construído no século XV, em estilo renascentista, com partes góticas na parte mais antiga. Está unido à igreja e convento de Santo Domingo e atualmente alberga um museu de cinegético com peças de diversas espécies autóctones e de outras zonas.[79]

O Palácio dos Monroy, que ficou conhecido popularmente como casa das duas torres, é a mansão senhorial mais antiga da cidade, construída nos finais do século XIII, início do século XIV. Ao longo do tempo sofreu várias intervenções, mas ainda conserva o pórtico gótico original. Na primeira metade do século XX foi restaurado em estilo neo-histórico e modernista. Está classificado como Património Histórico Espanhol;[80] Casa das Infantas Casa solarenga de finais do século XVI, foi remodelado várias vezes, apresentando acrescentos de neorrenascentistas.[81]

A Casa del Deán (Casa do Deão, também chamada de Casa do Marquês de Santa Cruz ou dos Paniagua Loaisas) é uma casa-palácio do século XVII construída em silhar, em que se destaca o pórtico com lintéis e colunas toscanas e uma grande varanda de esquina em estilo neoclássico e ordem coríntia. Atualmente o edifício serve de sede dos tribunais da cidade;[82]

A Casa das Argolas ou de Joana, a Beltraneja é um esbelto torreão que na parte superior das esquinas tem dois grandes escudos nobiliárquicos sustentados por dois leões de grande valor escultórico.[83]

Passagem do convento "Encarnacion".
Arcos de San Antón do aqueduto de Plasencia.

Outros lugares de interesse

Para além dos já mencionados, Plasencia conta com outras construções e lugares de valor histórico ou arquitetónico relevante. A arquitetura contemporânea da localidade é de menor expressão, à exceção é a Casa Sacerdotal Diocesana, uma Obra vanguardista premiada dos arquitetos Andrés Jaque, Miguel de Guzmán e Enrique Krahe.[84] Entre outros edifícios históricos e lugares de interesse da população local e visitantes podem referir-se o Aqueduto, a Plaza Mayor, a Casa Consistorial, judiaria e a Gruta de Boquique.

O Aqueduto é popularmente conhecido como arcos de San Antón (Santo Antão) e foi construído no século XVI para levar à cidadela e alcáçova água captada nas serras de Cabezabellosa e El Torno.[85]

A Plaza Mayor é uma praça medieval com arcadas a toda a sua volta, localizada no centro da zona antiga e histórica da cidade. A presidir à praça encontra-se o edifício do Casa Consistorial. Desde a Idade Média que todas as terças-feiras se ali se realiza um mercado, no qual se vendem todos os produtos típicos dos arredores, como sejam artesanato, gado e produtos agrícolas. Da praça saem para as portas principais da muralha sete ruas radiais.[60][86]

A Casa Consistorial, sede do Ayuntamiento (paços do concelho) localiza-se na Plaza Mayor e foi construída no século XVI em estilo de transição do Gótico para o Renascimento. Apresenta na fachada uma arcada renascentista dupla. O edifício atual é uma reconstrução neo-historicista de 1966, baseada no edifício renascentista projetado em 1523. Na torre principal encontra-se um, boneco articulado autómato, conhecido por todos os placentinos como o Avô Mayorga, que atua quando o relógio da torre toca, a cada meia-hora.[60]

A judiaria é um símbolo judeu da cidade, referida no foral de 1189. Nos século XIII e XIV os judeus residiam na zona de La Mota e em algumas das ruas que saem da Plaza Mayor - Don Marcos (hoje Santa Isabel), Zapatería e Trujillo - que constituíam a judiaria de Plasencia. Nessa zona os judeus edificaram uma grande sinagoga que seria demolida posteriormente para construir o palácio dos marqueses de Mirabel. Quando se deu a expulsão dos judeus, a sinagoga ainda existente foi transformada na igreja de Santa Isabel. Na zona extramuros de El Berrocal situava-se a necrópole judia, onde ainda se conservam restos de túmulos antropomórficos escavados na rocha.[87]

A Gruta de Boquique, situada na Serra de Traslasierra, na dehesa[e] de Valcorchero, no sítio conhecido como Era de la Guijosa, mais que uma gruta, trata-se de um abrigo rochoso de granito. Foi lugar de refúgio de opositores às tropas de ocupação francesas durante a Guerra Peninsular (1807-1814) e de ladrões e bandoleiros noutras épocas. Nas imediações foram encontrados numerosos vestígios pré-históricos que foram sistematicamente escavados. A gruta deu nome a um tipo de cerâmica ("de Boquique") pré-histórica.[6]

Há ainda praças e ruas históricas, como a Praça de Sant'Ana, Praça de San Nicolás, Praça da Cruz Dourada e Rua do Bom Sucesso.[83]Predefinição:Anexo:Cultura e eventos de Plasencia Predefinição:Anexo:Personalidades de Plasencia Predefinição:Anexo:Plasencia (notas e referências)

Ligações externas

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  2. a b «Cifras oficiales de población de los municipios españoles: Revisión del Padrón Municipal». www.ine.es (em espanhol). Instituto Nacional de Estatística de Espanha. Consultado em 7 de abril de 2017 
  3. García Sánchez, Jairo J. (15 de julho de 2005). «Extremadura y sus topónimos (II)». Centro Virtual Cervantes, Rinconete (em espanhol). Instituto Cervantes. Consultado em 15 de janeiro de 2010. Cópia arquivada em 15 de janeiro de 2010 
  4. Benavides Checa, José; Miron, Francisco (14 de dezembro de 1965). «Curiosas noticias históricas sobre el pendón del concejo de la ciudad de plasencia y sus colores heráldicos». Jornal "El Regional" . Citado em «Luna Reina, Pedro; Pajuelo Jimenez, Jose A. (26 de setembro de 2008). «Colores heraldicos» (em espanhol). Associação Cultural Pedro de Trejo. Blog da revista "La Voz De Mayorga". lavozdemayorga.blogspot.com. Consultado em 15 de janeiro de 2010. Cópia arquivada em 15 de janeiro de 2010 »
  5. «Plasencia» (em espanhol). Pueblos de España. Consultado em 15 de janeiro de 2010. Cópia arquivada em 15 de janeiro de 2010 
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