Atentado ao Hotel Brinks

Bombardeamento do Hotel Brinks
Local Saigon, Vietnã do Sul
Data 24 de dezembro de 1964
17:45 (GMT+7)
Tipo de ataque bombardeamento
Mortes 2
Feridos 53 - 63

O Hotel Brinks, localizado em Saigon, foi detonado com explosivos pela Frente Nacional para a Libertação do Vietname no início da noite do dia 24 de dezembro de 1964, durante a Guerra do Vietnã. Dois agentes vietcongues detonaram um carro-bomba no subsolo do hotel, onde residiam oficiais do Exército dos Estados Unidos. A explosão matou dois oficiais, além ferir aproximadamente sessenta pessoas, entre civis vietnamitas e militares.

Os comandantes da Frente Nacional para a Libertação do Vietname planejaram o bombardeio com dois objetivos em mente. Em primeiro lugar, ao atacar uma instalação americana no centro da foretemente vigiada capital, os vietcongues queriam demonstrar sua capacidade de ataque no Vietnã do Sul caso os Estados Unidos decidissem lançar ataques aéreos contra o Vietnã do Norte. Em segundo lugar, demonstrar aos sul-vietnamitas que os americanos eram vulneráveis e não podiam se usados como proteção.[1][2]

O atentado provocou um debate dentro da administração de Lyndon Baines Johnson, presidente dos Estados Unidos, na época. Muitos de seus conselheiros concordavam em ser lançada uma bomba retaliatória junto com a entrada de tropas de combate americanas, enquanto Lyndon preferiu o treinamento do Exército da República do Vietnã para proteger o Vietnã do Sul dos vietcongues. No final, a idéia do presidente prevaleceu e não foi lançada nenhuma bomba retaliatória.

Contexto e Planejamento

Após a Segunda Guerra Mundial, o comunista Viet Minh lutou contra as forças coloniais francesas, na tentativa de conquistar a independência vietnamita. Após a derrota francesa na Batalha de Dien Bien Phu, em 1954, o Vietnã foi particionado no 17º paralelo, na pendência de eleições nacionais de reunificação em 1956.[3][4] As eleições foram canceladas, resultando numa longa existência do Vietnã do Norte, comunista e do Vietnã do Sul, anticomunista, como estados separados. No final da década de 1950, guerrilheiros sul-vietnamitas, conhecidos como vietcongues e secretamente apoiados pelo Vietnã do Norte, iniciaram uma revolta para unificar o país sob regime comunista.[5] Com a Guerra Fria em seu auge, os Estados Unidos, que eram os que mais apoiavam o Vietnã do Sul,[6] mandou assessores militares para o país com o objetivo de ajudar no treinamento do Exército da República do Vietnã em sua luta contra o Vietcong.[7] Em 1964, havia cerca de 23 mil militares no país.[1]

Referências

  1. a b Karnow, p. 423.
  2. Langguth, pp. 326–327.
  3. Jacobs, pp. 40–56.
  4. Karnow, pp. 210–214.
  5. Jacobs, pp. 90–100.
  6. Jacobs, pp. 102–104.
  7. Jones, Matthew (2002). Conflict and confrontation in South East Asia, 1961–1965. Britain, the United States, and the creation of Malaysia (em inglês). [S.l.]: Cambridge University Press. pp. p. 205. ISBN 0-521-80111-7 

Bibliografia

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