Álvaro de Zúñiga y Guzmán

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Álvaro de Zúñiga y Guzmán[a] foi um nobre de Castela que viveu no século XV, que nasceu cerca do ano 1410 em Ensinas, Valhadolide e faleceu em Béjar em 10 de junho de 1488. Era membro da Casa de Zúñiga, de origem navarra.

Títulos

Em 1449 foi nomeado por Henrique IV justicia mayor (juiz-mor?) e alguacil mayor (bailio-mor) de Castela, títulos que foram repostos por Isabel, a Católica em 1476. Foi declarado primeiro cavaleiro do reino por Henrique IV a 3 de maio de 1464 e alcaide da fortaleza de Burgos, administrador do grão-mestre da Ordem de Alcântara, 2º Conde de Plasencia e 1º Duque de Arévalo em 1469. Estes títulos seriam retirados pelos Reis Católicos, os mesmos que depois lhe concederiam os títulos de 1º Duque de Plasencia (1476), 1º Conde de Bañares (1485) e 1º Duque de Béjar (1485).

Outros títulos de Álvaro de Zúñiga: rico-homem de Castela, senhor de Zúñiga, Béjar, Bañares, Mendavia e, por herança de sua mãe Isabel de Guzmán y Ayala, señor de Gibraleón.

Filiação

Álvaro de Zúñiga era filho de Pedro de Zúñiga y Leiva e da sua esposa Isabel Elvira de Guzmán y Ayala. O seu pai era justicia mayor e alguacil mayor de Castela, 1º conde de Ledesma. A sua mãe era senhora de Gibraleón e filha de Alvar Pérez de Guzmán e de sua esposa Elvira de Ayala.

Álvaro casou em 1429 com Leonor Manrique de Lara y Castilla, filha de Pedro Manrique de Lara, senhor de Amusco, adelantado mayor de Leão e de sua esposa Leonor de Castilla. O matrimónio foi concertado em janeiro de 1428 pelos pais dos noivos, para unir as duas poderosas famílias. O casal teve nove filhos:

  • Pedro, 2º conde de Bañares, 1º de Ayamonte;
  • Iñigo, que faleceu muito precocemente;
  • Elvira, casada com Alonso de Sotomayor y Guzmán, 1º conde de Belalcázar;
  • Joana, abadessa no mosteiro de Calabecinos.

Após enviuvar, Álvaro casou-se em 1458 com a sua sobrinha, Leonor Pimentel y Zúñiga, filha de Juan Alonso Pimentel, conde de Mayorga, e de sua irmã, Elvira de Zúñiga y Guzmán. Para isso obteve uma dispensa papal de Pio II e do rei Henrique IV. Do segundo casamento teve quatro filhos:

  • Fernando, prior;
  • Maria, sennhora de Burguillos, casada com o seu sobrinho Álvaro II de Zúñiga y Guzmán, 2º duque de Béjar, conde de Bañares e marquês de Gibraleón;
  • Isabel, casada com Faldrique Álvarez de Toledo, primogénito do 1º duque de Alba de Tormes, Garcí Álvarez de Toledo e de sua esposa María Enríquez.

A duquesa Leonor Pimentel morreu em Béjar em 31 de março de 1486.

Ao serviço de João II

Na infância Álvaro de Zúñiga y Guzmán foi donzel do rei D. João II de Castela. Na juventude colaborou com o pai na lutra contra Álvaro de Luna, condestável de Castela e valido de D. João, sobre quem tinha grande influência. Em 22 de maio de 1430, Álvaro é nomeado rei nomeia Álvaro alguacil mayor de Castela.

Em 9 de setembro de 1433, Álvaro e o seu pai Pedro unem-se aos Velascos para lutar pela liberdade efetiva de João II. Em fevereiro de 1437 Álvaro ordena a prisão do adelantado Pedro Manrique de Lara, que desde 1430 ocupava o segundo posto no conselho real. Pedro Manrique de Lara foi preso em 13 de agosto de 1437, mas evadiu-se na noite de 20 para 21 de agosto, com a ajuda de Álvaro de Zúñiga.

O valido Álvaro de Luna incendiou a rivalidade da Casa de Zúñiga com os Álvarez de Toledo ao conceder o Condado de Alba de Tormes a Hernán Álvarez de Toledo, que deu origem a uma luta encraniçada pelo controle de Salamanca. Algumas cidades, como Cáceres e Trujillo, opuseram resistência armada às tentativas de convertê-las de realengo (jurisdição real) para senhorios. Trujillo foi oeferecida a Pedro de Zúñiga em troca de Ledesma. Com Béjar e Plasencia na sua posse, a partir de 1440, a Casa de Zúñiga orientou a sua política nos sentido de controlar definitivamente a Estremadura.

Álvaro, o seu pai, Pedro Manrique e o 2º almirante de Castela, Fadrique Enríquez, preparam a rebelião da liga da nobreza contra o valido Álvaro de Luna. Essa liga, composta por Pedro de Castela, bispo de Osma, Sancho de Rojas, bispo de Astorga, Luis de la Cerda, conde de Medellín, entre outros, compromete-se em 19 de junho de 1439 a aceitar a mediação do rei de Navarra, João II, e do infante Henrique, para que cessassem os distúrbios no reino. A 21 de setembro é assinado um pacto de conferação por Pedro de Zúñiga, o seu filho Álvaro, o conde de Haro e o seu filho Pedro Fernández de Velasco, para libertar o rei João II de Castela da opressão em que se encontrava, prometendo-lhe ajuda até ver o rei livre e o reino apaziaguado. A 1 de dezembro de 1450, Pedro de Zúñiga renuncia ao título de alcaide de Sevilha a favor do seu filho Álvaro.

Notas

[b] ^ Outras grafias para Zúñiga: Estúñiga, Stúñiga e Stunica.


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